domingo, 25 de abril de 2010

Se joga!

    Sabe o que eu descobri hoje? Descobri que não adianta pedir para ninguém um conselho sobre o que se deve fazer a respeito do amor! Sim, claro que não adianta... independente de qual seja a sua decisão ela pode muito bem ser a decisão errada.
    Pode parecer loucura, mas essa é a verdade: você – nem ninguém – NUNCA vai saber o que é certo a fazer quando o assunto envolver o amor.
    Infelizmente não adianta sair correndo para a melhor amiga pedindo conselhos quando o seu ex te chamou para sair. Também não adianta chorar para a sua mãe tentando descobrir se é certo correr atrás daquele velho amor. Elas até podem te dizer o que se deve fazer, mas não quer dizer que elas estão certas.
    Por exemplo: sua amiga pode dizer que você não deveria sair com ele, mas talvez ele esteja mesmo arrependido de tudo e merecesse uma chance – ou então ela disse que sim, você deveria sair, e ele só esta fazendo hora com você! Sua mãe, com toda a experiência dela, pode muito bem te incentivar você a ir atrás daquele velho amor, e você pode quebrar a cara; ou então ela diz para você deixar ele de lado e você pode perder a chance de ser feliz com o amor da sua vida!
    O fato é que desde que o mundo é mundo, nunca houve respostas certas para o amor. Você nunca vai saber o que é certo a fazer. Ou melhor, não existe certo e errado!
    “Então você quer dizer que perdoar uma traição pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que trair pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que terminar sem nenhum motivo aparente pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que deixar o amor da sua vida ir embora mesmo quando você o ama pode ser o certo?” Sim! É exatamente isso que eu quero dizer! Mas atenção... eu disse que “pode”, e isso só depende de você! É você – você e mais ninguém – que deve saber o que deve ser feito (afinal não existe o “certo a se fazer” nem o “errado a se fazer”... você simplesmente faz ou não faz!).
    Não estou dizendo que você deva fazer o que achar que deve sem pedir a opinião de uma segunda pessoa, só estou dizendo que independente do quão confiável essa pessoa seja, ela pode estar completamente enganada – ou completamente certa.
    Quando o assunto é amor, ao se deparar com alguma coisa na qual você deva decidir, é o mesmo que se deparar com um trevo onde você tem dois caminhos do qual você deve escolher um. Nem um nem o outro é o certo, e nem um nem o outro é errado... a única diferença desses caminhos é que cada um leva a um lugar completamente diferente do outro. Só que ao fazer a sua escolha você não pode ver qual é melhor ou qual é pior, você só vai saber quando chegar lá. Na verdade você nunca vai saber se aquele foi o melhor caminho, afinal você nunca vai saber como era o outro – você não optou por segui-lo, lembra?
    Onde eu quero chegar com isso? Simples! Eu só quero te mostrar que não adianta decidir alguma coisa e depois se lamentar que aquilo deu errado, que se você tivesse escolhido a outra opção teria dado certo. Talvez ter escolhido a outra opção faria as coisas ficarem piores do que já estão... não há como saber!
    O melhor que da para fazer é aproveitar o máximo aquilo que se escolheu. Aproveite e aprenda quando chorar, quando sofrer, quando pisar na bola com alguém que você goste.
    Ah... vale lembrar que não é porque aquele seu ex brincou com seus sentimentos que o atual namorado vá brincar também, não é porque o casamento dos seus pais não deu certo que o seu também não vai dar. Então não hesite em tomar de novo um mesmo caminho que não deu certo uma vez – seja com você ou com outra pessoa –, só tente não cometer os mesmo erros enquanto você o trilha... isso faz toda a diferença do mundo!
    Então é isso: não se prenda demais ao tomar alguma uma decisão. Saiba que qualquer uma delas pode ser a boa ou ruim... você só vai saber disso quando você terminar de trilhá-la. Afinal, não tem como saber se o rio é fundo se não pular antes, não é?
    Arrisque, se dê chances, aproveite! Se o coração sair quebrado, ótimo!, agora você já sabe o que não deve fazer durante a trajetória de um caminho escolhido. Se o coração sair intacto, melhor ainda...
    Veja sempre o melhor lado das coisas e das pessoas. Esse é o primeiro passo para aproveitar ao máximo cada dia da sua vida!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ja agradeceu hoje?

    Eu sei que escrever o que eu escreverei agora vai ter nenhum resultado no âmbito mundial, não vai adiantar quase nada diante as grandes instituições e muito pouco provavelmente despertará tal interesse que um texto todo apaixonado e meloso despertaria.
    Infelizmente eu tive que ficar doente, ir para o hospital e ver cenas que eu preferia nunca ter visto para que eu me desse conta de que a minha vida é perfeita.
    Não entendeu? Eu explico!
    Eu comecei a passar mal durante a madrugada, liguei para o meu tio dizendo o que estava acontecendo e ele me levou ao hospital. Para não ter que pagar os juros que o plano de saúde cobra por cada consulta nós fomos a um posto de saúde público. Quando eu cheguei nesse posto eu fiquei horrorizada.
    Tinha velhinhos, idosos que custavam a ficar em pé, esperando horas na fila sem nem uma maca para deitar.
    Tinha bebês, que provavelmente não vão se lembrar de nada disso, chorando porque estavam sentindo dores e conseqüentemente havia mães se sentindo extremamente culpadas por não serem capaz de controlar tal dor.
    Havia um grupo de adultos – eram irmãos – desesperados porque o pai deles seria levado para a UTI e a única chance de que ele pudesse sair de lá seria se eles comprassem um aparelho caríssimo para auxiliar o velhinho na respiração (e eles não tinham condições para isso).
    Havia uma mãe totalmente desesperada porque a filhinha ardia em febre e ninguém fazia nada.
    Havia um menininho de uns 7 anos vomitando desesperadamente, as vezes vomitava sangue, e todos os enfermeiros passavam por ele completamente indiferentes.
    Foi vendo tudo isso que após 15 minutos sentada na fila, eu decidi procurar um hospital particular – que o plano de saúde cobria.
    Durante todo o trajeto eu me senti completamente “suja” por nunca ter parado para pensar que existem milhões de pessoas em condições extremamente piores! Eu estava naquele posto de saúde com a consciência de que “se ali não desse certo” eu iria pagar um outro hospital... eu tinha escolha! Mas havia gente que estava ali por necessidade, estava ali porque não tinha como pagar um médico... eles não tinham escolha!
    Nesse ponto a dor já era mais emocional do que física. Meu corpo todo doía, mas a minha consciência era infinitamente mais pesada.

    Quantas vezes nós reclamamos porque a nossa mãe não fez aquele nosso prato preferido... enquanto isso, em muitos lugares – talvez até mesmo numa rua próxima a sua casa – tem gente que não tem nem pelo o que questionar, não tem nem metade daquilo que você tem.
    Quantas vezes nós reclamamos de acordar cedo para ir para escola... enquanto isso tem milhares de crianças atravessando rios e quilômetros de estradas para ter um ensino altamente desqualificado – sem contar aquelas que nem tem escola.
    Quantas vezes nós vamos nos arrumar para sair e nos pegamos dizendo a famosa frase: “não tenho roupas, não tenho sapatos!”... enquanto isso muita gente sente na pele o que realmente é não ter roupa nem ter sapatos.
    Quantas vezes nós reclamamos que a mesada é pequena, que o dinheiro é pouco para as nossas necessidades... enquanto isso tem milhares de pessoas que não tem nem metade da sua mesada para sustentar toda uma família.
    O que eu quero dizer com isso? Aonde eu quero chegar? Eu quero abrir os seus olhos para um mundo que esta ficando totalmente esquecido; eu quero chamar a sua atenção para que você, um momento se quer, olhe além do seu próprio umbigo e enxergue o que é uma vida difícil, o que é uma vida sem oportunidades e uma vida sem luxo.
    Pelo simples fato de você poder estar lendo esse texto, você deveria agradecer... muitas crianças nunca, se quer, encostaram num computador!
    Já é hora de pararmos de sermos egoístas. Se você não se acha capaz de ajudar quem precisa, pelo menos agradeça aquilo que você tem. Se você acha completo desperdício doar as roupas que você já nem usa para uma instituição, pelo menos agradeça por tê-las (e eu espero que um dia você se convença de que ser egoísta nunca levou ninguém a lugar nenhum)!
    Vamos ser menos hipócritas, menos insensíveis. Comece hoje, agora, a fazer o bem à algumas pessoas. Mesmo que isso não surte um efeito milagroso no mundo, mas a idéia de consciência limpa é extremamente prazerosa.
    Que seja na sua rua, na sua cidade ou até mesmo no seu prédio... mas faça alguém feliz! Tente dar à alguma criança carente a alegria de ganhar um presente – mesmo que esse presente seja aquela boneca velha que você nem olha mais.
     Pense, reflita, ajude! Ajudar ao próximo é dar a si mesmo um aprendizado enorme, é dar-se uma chance de sentir emoções que só quem ajuda entende!

     E ai? Já agradeceu hoje?! :D