quarta-feira, 14 de julho de 2010

Estamos indo de volta para casa...

     Um certo dia eu ouvi Cássia Eller cantar: “Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era para sempre sem saber que o ‘para sempre’ sempre acaba?”. Foi uma simples frase, mas foi o suficiente para que eu entendesse uma minúscula parte daquilo que, tão desesperadamente, chamamos de amor.
     Dizer que concordo com ela seria me contradizer. Logo eu que sou tão fã de acreditar que o amor pode mudar tudo. Logo eu que sempre acreditei que era esse sentimento que tornaria qualquer coisa eterna. Mas eu sou assim, me contradito... e eu gosto da contradição. 
     Por um longo tempo eu me apeguei a isso. Eu não me deixei acreditar nas intenções das pessoas, na intensidade dos sentimentos e nem em mim mesma. Eu sempre ficava aguardando o fim do “para sempre” e por esperar tanto por ele, acabava criando-o. Não era culpa do destino, não era culpa da própria Cássia e nem mesmo de quem entrava e saía da minha vida. A culpa era minha. E só minha!
     Algumas coisas ditas ou escutadas fora do contexto ganham significados completamente diferentes, e foi exatamente isso que aconteceu.

     “Mudaram as estações, nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu, ta tudo assim tão diferente. Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era ‘pra sempre’ sem saber que o ‘pra sempre’ sempre acaba? Mas nada vai mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você e ai então estamos bem! Mesmo com tantos motivos para deixar tudo como estar, nem desistir nem tentar, agora tanto faz..., estamos indo de volta para casa.”
     E então eu entendi. Não se tratava de um verso da música, se tratava da música inteira. Cássia Eller não quis dizer que o “para sempre” sempre tem um fim, que as coisas não duram, que nada poderá ser eterno. Pelo contrário...
     Repare: “Mas nada vai mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você e ai então estamos bem!”. E é ai que esta o X da questão: mesmo o “para sempre” acabando, nós podemos começar tudo de novo. Devemos ver que além daquela briga que determinou o fim, existiram outras coisas. Coisas que passaram e que nada vai conseguir mudar. E é por essas coisas que nós não podemos simplesmente virar as costas e irmos embora a procura de uma “nova aventura”.
     Não se trata de desistir ou tentar recuperar alguma coisa, se trata de fazer de novo. Se o encanto acabar, se a mágica desaparecer, RECOMEÇE. Tentar recuperar coisas acabadas só traz sofrimento, mas também não vale a pena desistir. Então, começar do zero é sempre a melhor a saída! Recomeçar te da a chance de errar menos e acertar mais. Afinal, passe o tempo que passar,algumas pessoas serão sempre importantes para você e exatamente por isso não se deve deixá-las ir.
     Não se trata de como começou a história de vocês e nem de quando ela irá acabar; se trata de recomeçar sempre que for necessário. Se existir amor, vai ser para sempre.
     Não, talvez você não esteja vivendo o “Era uma vez”. Talvez o capítulo inicial já tenha acabado e agora você esteja vivendo uma nova fase, um novo recomeço, uma nova possibilidade de que dessa vez seja mesmo “para sempre”. E se não for? Se não for, você vai ter que começar tudo outra vez, e não necessariamente com outra pessoa. Amar é isso. Amar é sacrificar, é permanecer no “jogo” até o final, fazendo o que for possível para não deixar a bola cair. Amar não é para os fracos, amar exige força, coragem e vontade! Acredite nos sentimentos, acredite nas intenções, acredite em você, acredite no amor. Só assim, no final de tudo, você vai poder dizer “estamos indo de volta para casa”!





Créditos: Milena Faria. / @milenaf
Pela primeira vez eu me arrisquei em fazer um texto em "parceria". Graças a um tweet e depois a uma boa conversa no MSN, saiu esse texto. Como eu ja disse na comunidade, coloca-lo aqui foi mais uma intuíção. Alguma coisa me diz que alguém precisa lê-lo, e então, cá esta ele. Espero que gostem. Beijos!

domingo, 25 de abril de 2010

Se joga!

    Sabe o que eu descobri hoje? Descobri que não adianta pedir para ninguém um conselho sobre o que se deve fazer a respeito do amor! Sim, claro que não adianta... independente de qual seja a sua decisão ela pode muito bem ser a decisão errada.
    Pode parecer loucura, mas essa é a verdade: você – nem ninguém – NUNCA vai saber o que é certo a fazer quando o assunto envolver o amor.
    Infelizmente não adianta sair correndo para a melhor amiga pedindo conselhos quando o seu ex te chamou para sair. Também não adianta chorar para a sua mãe tentando descobrir se é certo correr atrás daquele velho amor. Elas até podem te dizer o que se deve fazer, mas não quer dizer que elas estão certas.
    Por exemplo: sua amiga pode dizer que você não deveria sair com ele, mas talvez ele esteja mesmo arrependido de tudo e merecesse uma chance – ou então ela disse que sim, você deveria sair, e ele só esta fazendo hora com você! Sua mãe, com toda a experiência dela, pode muito bem te incentivar você a ir atrás daquele velho amor, e você pode quebrar a cara; ou então ela diz para você deixar ele de lado e você pode perder a chance de ser feliz com o amor da sua vida!
    O fato é que desde que o mundo é mundo, nunca houve respostas certas para o amor. Você nunca vai saber o que é certo a fazer. Ou melhor, não existe certo e errado!
    “Então você quer dizer que perdoar uma traição pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que trair pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que terminar sem nenhum motivo aparente pode ser o certo?”, “Então você quer dizer que deixar o amor da sua vida ir embora mesmo quando você o ama pode ser o certo?” Sim! É exatamente isso que eu quero dizer! Mas atenção... eu disse que “pode”, e isso só depende de você! É você – você e mais ninguém – que deve saber o que deve ser feito (afinal não existe o “certo a se fazer” nem o “errado a se fazer”... você simplesmente faz ou não faz!).
    Não estou dizendo que você deva fazer o que achar que deve sem pedir a opinião de uma segunda pessoa, só estou dizendo que independente do quão confiável essa pessoa seja, ela pode estar completamente enganada – ou completamente certa.
    Quando o assunto é amor, ao se deparar com alguma coisa na qual você deva decidir, é o mesmo que se deparar com um trevo onde você tem dois caminhos do qual você deve escolher um. Nem um nem o outro é o certo, e nem um nem o outro é errado... a única diferença desses caminhos é que cada um leva a um lugar completamente diferente do outro. Só que ao fazer a sua escolha você não pode ver qual é melhor ou qual é pior, você só vai saber quando chegar lá. Na verdade você nunca vai saber se aquele foi o melhor caminho, afinal você nunca vai saber como era o outro – você não optou por segui-lo, lembra?
    Onde eu quero chegar com isso? Simples! Eu só quero te mostrar que não adianta decidir alguma coisa e depois se lamentar que aquilo deu errado, que se você tivesse escolhido a outra opção teria dado certo. Talvez ter escolhido a outra opção faria as coisas ficarem piores do que já estão... não há como saber!
    O melhor que da para fazer é aproveitar o máximo aquilo que se escolheu. Aproveite e aprenda quando chorar, quando sofrer, quando pisar na bola com alguém que você goste.
    Ah... vale lembrar que não é porque aquele seu ex brincou com seus sentimentos que o atual namorado vá brincar também, não é porque o casamento dos seus pais não deu certo que o seu também não vai dar. Então não hesite em tomar de novo um mesmo caminho que não deu certo uma vez – seja com você ou com outra pessoa –, só tente não cometer os mesmo erros enquanto você o trilha... isso faz toda a diferença do mundo!
    Então é isso: não se prenda demais ao tomar alguma uma decisão. Saiba que qualquer uma delas pode ser a boa ou ruim... você só vai saber disso quando você terminar de trilhá-la. Afinal, não tem como saber se o rio é fundo se não pular antes, não é?
    Arrisque, se dê chances, aproveite! Se o coração sair quebrado, ótimo!, agora você já sabe o que não deve fazer durante a trajetória de um caminho escolhido. Se o coração sair intacto, melhor ainda...
    Veja sempre o melhor lado das coisas e das pessoas. Esse é o primeiro passo para aproveitar ao máximo cada dia da sua vida!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ja agradeceu hoje?

    Eu sei que escrever o que eu escreverei agora vai ter nenhum resultado no âmbito mundial, não vai adiantar quase nada diante as grandes instituições e muito pouco provavelmente despertará tal interesse que um texto todo apaixonado e meloso despertaria.
    Infelizmente eu tive que ficar doente, ir para o hospital e ver cenas que eu preferia nunca ter visto para que eu me desse conta de que a minha vida é perfeita.
    Não entendeu? Eu explico!
    Eu comecei a passar mal durante a madrugada, liguei para o meu tio dizendo o que estava acontecendo e ele me levou ao hospital. Para não ter que pagar os juros que o plano de saúde cobra por cada consulta nós fomos a um posto de saúde público. Quando eu cheguei nesse posto eu fiquei horrorizada.
    Tinha velhinhos, idosos que custavam a ficar em pé, esperando horas na fila sem nem uma maca para deitar.
    Tinha bebês, que provavelmente não vão se lembrar de nada disso, chorando porque estavam sentindo dores e conseqüentemente havia mães se sentindo extremamente culpadas por não serem capaz de controlar tal dor.
    Havia um grupo de adultos – eram irmãos – desesperados porque o pai deles seria levado para a UTI e a única chance de que ele pudesse sair de lá seria se eles comprassem um aparelho caríssimo para auxiliar o velhinho na respiração (e eles não tinham condições para isso).
    Havia uma mãe totalmente desesperada porque a filhinha ardia em febre e ninguém fazia nada.
    Havia um menininho de uns 7 anos vomitando desesperadamente, as vezes vomitava sangue, e todos os enfermeiros passavam por ele completamente indiferentes.
    Foi vendo tudo isso que após 15 minutos sentada na fila, eu decidi procurar um hospital particular – que o plano de saúde cobria.
    Durante todo o trajeto eu me senti completamente “suja” por nunca ter parado para pensar que existem milhões de pessoas em condições extremamente piores! Eu estava naquele posto de saúde com a consciência de que “se ali não desse certo” eu iria pagar um outro hospital... eu tinha escolha! Mas havia gente que estava ali por necessidade, estava ali porque não tinha como pagar um médico... eles não tinham escolha!
    Nesse ponto a dor já era mais emocional do que física. Meu corpo todo doía, mas a minha consciência era infinitamente mais pesada.

    Quantas vezes nós reclamamos porque a nossa mãe não fez aquele nosso prato preferido... enquanto isso, em muitos lugares – talvez até mesmo numa rua próxima a sua casa – tem gente que não tem nem pelo o que questionar, não tem nem metade daquilo que você tem.
    Quantas vezes nós reclamamos de acordar cedo para ir para escola... enquanto isso tem milhares de crianças atravessando rios e quilômetros de estradas para ter um ensino altamente desqualificado – sem contar aquelas que nem tem escola.
    Quantas vezes nós vamos nos arrumar para sair e nos pegamos dizendo a famosa frase: “não tenho roupas, não tenho sapatos!”... enquanto isso muita gente sente na pele o que realmente é não ter roupa nem ter sapatos.
    Quantas vezes nós reclamamos que a mesada é pequena, que o dinheiro é pouco para as nossas necessidades... enquanto isso tem milhares de pessoas que não tem nem metade da sua mesada para sustentar toda uma família.
    O que eu quero dizer com isso? Aonde eu quero chegar? Eu quero abrir os seus olhos para um mundo que esta ficando totalmente esquecido; eu quero chamar a sua atenção para que você, um momento se quer, olhe além do seu próprio umbigo e enxergue o que é uma vida difícil, o que é uma vida sem oportunidades e uma vida sem luxo.
    Pelo simples fato de você poder estar lendo esse texto, você deveria agradecer... muitas crianças nunca, se quer, encostaram num computador!
    Já é hora de pararmos de sermos egoístas. Se você não se acha capaz de ajudar quem precisa, pelo menos agradeça aquilo que você tem. Se você acha completo desperdício doar as roupas que você já nem usa para uma instituição, pelo menos agradeça por tê-las (e eu espero que um dia você se convença de que ser egoísta nunca levou ninguém a lugar nenhum)!
    Vamos ser menos hipócritas, menos insensíveis. Comece hoje, agora, a fazer o bem à algumas pessoas. Mesmo que isso não surte um efeito milagroso no mundo, mas a idéia de consciência limpa é extremamente prazerosa.
    Que seja na sua rua, na sua cidade ou até mesmo no seu prédio... mas faça alguém feliz! Tente dar à alguma criança carente a alegria de ganhar um presente – mesmo que esse presente seja aquela boneca velha que você nem olha mais.
     Pense, reflita, ajude! Ajudar ao próximo é dar a si mesmo um aprendizado enorme, é dar-se uma chance de sentir emoções que só quem ajuda entende!

     E ai? Já agradeceu hoje?! :D

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os meus, os seus, os nossos amores..




  Quem nunca amou, nunca chorou por amor, nunca sofreu por um idiota, nunca se lamentou por ser tão boba, nunca se odiou por amar alguém, que atire a primeira pedra!
   Decidi, no meu "primeiro" post aqui no blog falar de uma coisa que eu sempre falo, que eu sempre comento e que ainda assim parece insuficiente... algo que nunca se esgota, algo que nunca se acha explicação: o amor!
    Eu li uma crônica do Arnaldo Jabour há uns dias que dizia "ama-se por aquilo que o amor tem de indefinível". Se eu concordo com isso? É CLARO QUE EU CONCORDO. Se a gente parar um minuto para pensar, nós chegaremos a uma única conclusão: você nunca vai saber o motivo pelo qual você ama!
    Tem gente que ama o melhor amigo, gente ama o namorado da amiga, gente que ama o primo, gente que ama o filho da madrasta, gente que ama o vizinho que nunca conversou, gente que ama o garoto do colégio com quem só troca cumprimentos e colas na prova, gente que suspira atoa com aquele ator gatinho, gente que jura ser a alma gemia daquele cantor famoso... enfim, para o amor o que não falta são opções. Opções e decepções, que fique bem claro. Não importa quem você ame, você, com certeza, irá sofrer!
    Duvida? Eu explico: você ama sua mãe.. uma hora ela vai te magoar; você ama seu visinho.. uma hora ele ou você vai mudar de casa; você ama o seu colega de classe que nunca falou nada com você.. uma hora vai chegar uma novata e vai se tornar a melhor amiga dele; você ama um ator/cantor bonito.. uma hora ele vai achar uma atriz/cantora bonita e eles vão namorar, casar e ter filhos.
    Digo isso não para mostrar, apontar e destacar os lados negativos do amor. Pelo contrário. Digo isso para mostrar para vocês que a gente ama, sofre e cresce - exatamente nessa ordem! Fala que não é divertido ficar sonhando com o amado, seja ele quem for? Dar suspiros com fotos dele e morrer de vontade de ser aquela "vaca" que sempre anda com ele? Na hora pode até ser ruim, mas depois isso se torna quilos de alegria, mil motivos para rir.
    Eu sou a favor do amor, do amor doído, sonhado, imaginado, do amor de um dia e do amor de uma vida. A gente vai sofrer? Vai! A gente vai querer sumir? Vai! Mas a vida simplesmente não tem graça se não passarmos coisas assim, se não sofrermos, se não chorarmos... e não adianta me dizer que queria só aprender com o erro dos outros porque, nesse caso, o erro tem que ser seu, o tombo tem que ser seu, a desilusão tem que ser sua, porque só ai o "se soerguer" será seu também, a aprendizagem e o crescimento serão unicamente e indiscutivelmente seus.
     Então, você que ta ai, lendo esse texto e pensando naquele seu amor "impossível", levante o bumbum dessa cadeira, sacode a poeira e vai viver esse amor, corra atrás dele. Mesmo que viver esse amor signifique ficar horas em frente ao computador procurando notícias do amado ou então ler mil revistas com a foto dele na capa... viva! Viva cada minuto, cada suspiro, cada emoção... viva porque é esse sentimento, o amor, que move o mundo e move a gente! Sem ele seriamos simplesmente... simplesmente... simplesmente... desumanos!

   E então... ja amou alguem hoje? :D

Primeiramente, obrigada!

   Ok. Acho que agradeço muito né? Então, para não perder o hábito, gostaria de agradecer a cada um(a) de vocês pela força, pelo apoio, pelo carinho, enfm, por tudo! Quero agradecer por se fazerem presente sempre. Sempre que eu preciso, sempre que eu estou desanimada ou me sentindo sozinha, eu recebo inúmeros recadinhos, e-mails e comentários que me alegram, que me fazem querer continuar. Abrir a comunidade e ver (atualmente) 990 membros é uma satisfação imensa e eu sou eternamente grata a vocês, meninas (e meninos!)
   Eu ainda estou com dúvidas enormes quanto ao conteúdo do blog, quanto ao que dizer, sobre o que falar... então eu tive uma idéia: que tal TODAS nós fazermos, juntas, o blog?
   Se alguma coisa legal (ou triste) aconteceu com você manda um e-mail para DIARIODELARA@YAHOO.COM.BR .. todas nós temos sentimentos, histórias e dúvidas não é? Acho que a melhor maneira é tirar essas dúvidas aqui, juntas. COME ON?